Hospital de Urgência em São Bernardo do Campo

Cidade
São Bernardo do Campo - SP
Projeto
2014 - 2015
Obra
2016 - 2019
Arquitetura
Angelo Bucci

Tatiana Ozzetti
Victor Próspero
Martha Bucci
Felipe Barradas
Lucas Roca
Nilton Suenaga
Beatriz Marques

Beatriz Brandt
Henrique Muniz
Equipe
SIC ARQUITETURA
(apoio ao executivo)
Fabio Kassai, Bruno Taiar, Ana Aipp, George Ferreira, Renata Ribeiro, Mariana Ginesi

ARQLAB
(consultoria arquitetura hospitalar)
Sérgio Salles, Ivan Portero, Priscila Segala, Vinicius Oliveira, Fernanda Santos

Projeto Estrutural
Kurkdjian Fruchtengarten

Fundações
ENGEOS Engenharia e Geotecnia

Instalações
MHA Instalações

Paisagismo
Raul Pereira Arquitetos Associados

Orçamentos
Alberto Costa Neto

Engenheiro de Especificações
Leonardo Katori

Luminotécnica
LUX Projetos - Ricardo Heder

Eficiência Energética
MITSIDI
João Leal, Arthur Cursino, Edward Borgstein

Impermeabilização - Consultoria
PROASSP

Cozinha Industrial
NUCLEORA

Consultoria Elevadores
ZAPP Consultoria

Consultoria Corpo de Bombeiros
Cel. Altino Gianesini

Obra
MPD Engenharia

Cliente
Fundação do ABC / Prefeitura de São Bernardo

Área do Terreno
17.548,16 m²

Área Construída
21.831,81 m²

Modelo 3D
Ricardo Canton

Maquete Física
Triviño Maquetes

Fotos
Nelson Kon

Arquivos

O Hospital Público de Urgência de São Bernardo do Campo, parte do Complexo Hospitalar Municipal, é o destino primeiro das ambulâncias que atendem acidentes e emergências. Funciona como porta de entrada do sistema de saúde público, somando 266 posições entre leitos e poltronas. Seu programa combina hospital adulto e pediátrico, que dividem alguns programas de apoio, mas funcionam como dois edifícios independentes no que diz respeito ao acesso público.

Como Hospital de Urgência, o desenho está orientado por novos conceitos sobre classificação de doenças e riscos através de um processo de triagem e fluxo de pacientes pelo princípio de hierarquia por prioridades.

O edifício, com uma área total de 20.600m², ocupa toda a extensão de uma quadra estreita e longa. A fachada principal é pública, está disposta ao longo da rua Joaquim Nabuco. Enquanto a extensão total da rua Cacilda da Cruz Ferreira funciona como uma rua interna para acesso de ambulâncias, serviços e docas. O edifício foi dividido em dois grandes volumes sobrepostos.

O embasamento, com três pisos de altura, mede 185m de comprimento por cerca de 35m de largura. O piso térreo é a recepção e abriga todos os programas de primeiros cuidados e decisão clínica. Logo acima dele, no primeiro andar, estão as salas de cirurgia e diagnósticos.

O segundo andar é dedicado a máquinas e apoio, funções que normalmente estão dispostas no subsolo e neste caso foram deslocadas para o segundo andar pelo fato de a área de implantação do hospital ter um histórico de inundação, com lençol freático raso e o córrego canalizado sob o leito da rua Cacilda da Cruz Ferreira. Assim, estabeleceu-se o térreo na cota de nível segura de inundações. Este nível térreo funciona como um dique de contenção, de modo que mesmo o acesso à galeria técnica inferior só se faz a partir deste nível.

O volume superior, com três pisos, mede 115m de comprimento por 15m de largura e abriga 159 leitos de internação somados pediátrico e adulto.

Entre os dois, embasamento e volume superior, deixou-se um andar mais livre que trata a laje de cobertura do embasamento, que se estende folgada além da projeção mais esbelta da lâmina de internação, como uma praça. Este andar surgiu para atender uma clara demanda da comunidade que trabalha no hospital: oferecer espaços de descanso, descompressão, para os horários de intervalo durante o trabalho. Ademais, é neste piso que estão dispostas as funções administrativas ligadas à diretoria e também as funções didáticas deste hospital que também funciona como residência aos estudantes de medicina.

Considerou-se que o porte deste equipamento público, somado a indefinição dos espaços públicos em seu entorno, ofereceu a possibilidade de propor um novo desenho as suas duas frentes junto às ruas Cacilda da Cruz Ferreira e Joaquim Nabuco. A sua face mais propriamente pública, junto à Joaquim Nabuco, ganha uma praça sombreada por um conjunto de árvores cuidadosamente desenhadas pelo arquiteto paisagista como modo de oferecer uma desejável transição entre o edifício e a cidade.