Edifício de apartamentos em Silves

Cidade
Silves - Portugal
Projeto
2008
Obra
2011
Arquitetura
Angelo Bucci

João Paulo M. de Faria
Tatiana Ozzetti
Thiago Natal Duarte
João Paulo Daolio

Atelier Local Associado ao Projeto

CasaGranturismo
Filipa Almeida
Filipa Cabrita
Gilda Camacho
Nuno Costa
Ricardo Camacho
Sara Arrobe
Equipe

ESTRUTURA
Veritate [Luís Correia]

ELÉTRICA
José Ribeiro

HIDRÁULICA
Paulo Nobre Costa

ACÚSTICA
Nuno Mateus

CLIENTE
CasaGranturismo Design Village

FOTOS
Nelson Garrido

Arquivos

O arquiteto português Ricardo Camacho, diretor do Casa Granturismo desde 2005 — que se encarrega do empreendimento urbano de um gleba com área de 39.120 m², implantando 39.120 m² de habitação e 7.380 m² de comércio e serviços à fronteira oeste da cidade de Silves, no Algarve, ao Sul de Portugal — convidou um total de 22 equipes de arquitetos de 11 diferentes países para desenharem 19 moradias unifamiliares e 4 blocos de edifícios de apartamentos associados com comércio e serviços no térreo previstos nesta gleba.

O SPBR, embora convidado apenas em 2008, teve seu projeto escolhido para ser o edifício inaugural do empreendimento.

A proposta elaborada segue as diretrizes traçadas pelo masterplan da Casa Granturismo.

O edifício horizontal, com 80 m de comprimento e cerca de 12 m de largura, tem programa variado:

- apartamentos que ocupam seus dois andares superiores;
- comercio e serviços no andar térreo;
- garagens comuns e depósitos no subsolo

A implantação do edifício marca o limite oeste da cidade de Silves. Assim, suas duas fachadas longitudinais se abrem para duas paisagens contrastantes: a cidade de Silves, tendo o castelo como pano de fundo, ao leste e o campo, a oeste.

A estrutura, em concreto armado, é feita pela sucessão de 11 empenas paralelas transversais distanciadas de 8 m entre si. Elas se alternam entre paredes fachadas [2] divisas de apartamentos [4] e vazios para circulação vertical [5]. Cada uma destas paredes estruturais toca o chão em apenas dois pontos, com exceção das duas extremas que descem como com lâmina em toda sua seção central. Nos dois casos, elas têm balanços que, embora modestos para a altura desta viga parede, surpreendem na escala do edifício.

Um aspecto que merece destaque na solução arquitetônica é o esquema de acessos que concilia topografia, níveis projetados e distintos programas. Assim, o acesso aos apartamentos se faz por uma passarela elevada acessível, desde o perfil natural do terreno, por rampa e escadas. Tal passarela tira proveito da topografia e da solução estrutural, sem vigas somando altura às lajes, no sentido de fazer os percursos verticais o mais curto possível. Assim, o primeiro piso de apartamentos resulta como um térreo elevado, calçada de acesso às unidades habitacionais. Apenas cinco pontes são necessárias entre a passarela e o edifício para prover acesso aos 20 apartamentos, pois cada ponte acessa dois apartamentos no mesmo nível da passarela e, através de uma escada restrita, mais dois apartamentos no andar superior.

O térreo, dedicado principalmente a comércio e serviços, incrementa a condição urbana de apoio à vida cotidiana nesta borda da cidade. Equilibra assim o campo e o urbano como se oferecesse apenas as vantagens das duas condições.

PUBLICAÇÕES:
Periódicos

EDIFÍCIO DE APARTAMENTO SILVES, PORTUGAL
monolito / brasil / janeiro de 2011

EDIFÍCIO LARANJEIRAS, SILVES
arq./a / portugal n 102 / 2012

EDIFÍCIO EM SILVES – SPBR ARQUITETOS
AU n.265 / São Paulo, 2016